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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Se tudo desse certo.


Seria tão bom se a gente tivesse o nosso apartamentinho na "Antônio Dias", na cidadezinha aonde todos os nossos sonhos se transformariam em realidade. Eu seria a arquiteta bem requisitada e você seria o engenheiro com uma quantia boa no banco. Teríamos uma vida ocupada de trabalho e seriamos amantes eternos com a chegada da noite.
Dedicaríamos os finais de semana as trilhas e as cachoeiras. Viajaríamos uma vez por mês para matar a saudade da família. Eu faria o café e você buscaria as correspondências na caixa de correio, riríamos das nossas bobagens e passaríamos dias fazendo planos para o futuro.
Eu seria a sua bailarina e você o meu soldado de chumbo. Dividiríamos a mesma cama, o mesmo sofá, a mesma poltrona, a mesma alegria, os mesmos sonhos e o verdadeiro amor.


Um comentário:

  1. Me lembrou Zé Rodrix, um poeta de dom, instrumentista e também PUBLICITÁRIO. Ele compôs "Caso No Campo", esterna na voz de Elis.

    "Eu quero uma casa no campo
    Onde eu possa compor muitos rocks rurais
    E tenha somente a certeza
    Dos amigos do peito e nada mais
    Eu quero uma casa no campo
    Onde eu possa ficar no tamanho da paz
    E tenha somente a certeza
    Dos limites do corpo e nada mais"

    Aí vem o próximo, do qual não dá pra fugir. A dualidade assusta exatamente pelo limite. Do corpo, da alma, do externo. Eu queria ser uma casa no campo.

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